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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Na outra ponta da corda

A soberania de Deus é aquele cetro de ouro em sua mão, 
pelo qual ele faz todos se curvarem, seja por sua palavra, por suas obras, 
por suas misericórdias ou por seus juízos. 
(Thomas Brooks)


Jacó retornava para casa, temeroso pelo reencontro com Esaú, a quem tinha usurpado (enganando Isaque para apossar-se “indevidamente” da primogenitura que não lhe era de direito), quando viveu uma experiência tão impactante, que na mais literal das formas, estaria presente em cada passo dado por ele até o fim da vida. Jacó lutou com Deus...  E convenhamos, não é preciso nenhuma genialidade para concluir que “ninguém” sai ileso deste tipo de confrontamento... Doravante, meia volta, volta e meia, lá estamos nós, envolvidos neste mesmo embate grandioso, sem reconhecer que aquele a quem rotulamos de “inimigo”, é ninguém menos que o detentor de todo o poder existente no universo... Agora, responda... Numa análise simplista, pragmática e imparcial, qual dos oponentes leva a real vantagem neste prévio?

Sei que “brincar” de “Cabo de Guerra” é uma atividade corriqueira em acompanhamentos e retiros, e que certamente, você conhece muito bem todos os procedimentos. Mesmo assim, permita-me algumas rápidas explicações... A “brincadeira” consiste basicamente numa corda sendo puxada em ambas as extremidades por forças igualitárias. Ou, pelo menos, a ideia é esta. Competidores equivalentes. Números iguais. Se houverem três meninas do lado de cá, também deverá existir três meninas do lado de lá... E por aí vai.... Mais que entender a regra, você certamente já deve ter se aventurado na brincadeira. Ao centro, uma linha traçada no chão define os termos da vitória. Quem a ultrapassar primeiro, teve sua força superada pelo oponente, e, portanto, perdeu o jogo.  E este é um tipo de competição onde não existe margem para azarões. A zebra não costuma caminhar sobre cordas. Em condições estruturais parecidas, o mais forte sempre vence. É inviável traçar estratégias ou poupar energia para cansar o adversário. Se todas as forças não forem empregadas para derrotar o oponente, ele facilmente derrotará você. É “ferro quente" contra “ferro em brasa”, com faíscas incendiárias voando para todos os lados. Em outras palavras, se houver isopor cromatizado neste meio, pode até enganar os olhos, mas será sumariamente consumido pelo calor do embate.

Dito isto, voltemos a Jacó... 

Ele passou anos nas terras de seu tio Labão, até tomar a iniciativa de voltar para casa, após Deus lhe assegurar proteção. Porém no meio do caminho, soube que Esaú cavalgava velozmente em sua direção, acompanhado de quatrocentos homens bárbaros, armados até os dentes. Jacó tinha motivos para temer seu irmão, afinal de contas, roubar para si a benção patriarcal de outra pessoa era um feito desonroso e vil. Havia “justiça” na “vingança” de Esaú, e Jacó sabia disto muito bem. Assim, sua estratégia foi dividir a família em dois grupos e enviá-los por caminhos opostos, e talvez desta maneira, pelo menos uma parte da sua descendência teria alguma chance de sobreviver ao massacre. Quando a noite caiu sobre a região, Jacó seguiu sozinho até um vau do rio Jaboque, e ali se pôs a orar. Enquanto clamava pela proteção divina sobre seus filhos e mulheres, um homem aproximou-se silenciosamente. E foi neste ponto da história (e da vida), que Jacó tomou uma decisão drástica com consequências irreversíveis... O relato de Gêneses 32:24 não nos dá maiores detalhes sobre a batalha, e nem mesmo informações relevantes sobre o “homem” misterioso, mas Jacó, certamente o reconheceu. Ainda no início da viagem, ele tinha sido visitado por anjos enviados pelo Senhor. Jacó até mesmo renomeou o local deste encontro, que passou a se chamar Maanain, pois ali estava o “Exército de Deus”. O patriarca sabia bem diferenciar o “humano” do “sagrado”, e exatamente por isto, insistiu no combate. Ele tinha plena consciência do potencial existente em seu “opositor”. E faria disto uma vantagem. Lutar "com" Deus não é lutar "contra" Deus...

Mais que “desejar”, Jacó “precisava” ser abençoado. Aquela era uma questão de sobrevivência, e a vida de muitos inocentes corriam perigo. Qualquer ajuda seria bem-vinda, e se ela fosse oriunda de um ser celestial, ainda melhor. Revelando-se um exímio lutador de um estilo de luta parecido como o nosso “judô”, Jacó se agarrou na orla do manto de seu “oponente” e partiu para o ataque. Uma longa noite de imobilizações... Nada de chutes, socos ou agressões aleatórias.... Somente um homem desesperado, agarrando-se na única esperança que ainda lhe restava... Jacó tentou de várias maneiras aplacar a ira de seu irmão, incluindo (mais não se limitando) o envio de presentes caros e subornos explícitos. Nenhuma destas tentativas lhe trouxe qualquer garantia de segurança. Não houve retornos positivos, muito menos respostas conclusivas. E o desespero lhe fez esquecer das promessas do Senhor, e até mesmo da retaguarda formada por anjos que lhe acompanhava desde o começo do caminho. Mais uma vez Jacó estava lançando mão de estratégias inadequadas para assegurar por víeis humanos, tudo aquilo que Deus já lhe tinha reservado e garantido. Ele espalhava quando precisava ajuntar, e afastava quem devia estar perto.

Tudo isto mudou no Jaboque. Com a água fria batendo nas canelas, Jacó passou horas a fio mantendo proximidade com seu “adversário”, enquanto a madrugada ia dando vez aos primeiros raios de sol. E o porquê de tamanha mudança no comportamento? Simples... Ele reconheceu quem estava na sua frente. Partiu para cima, agarrou o “quimono branco” e não soltou mais. Corpo a corpo... Um sentindo a respiração do outro... E é exatamente assim que se luta com Deus... Usando a perseverança como arma e a proximidade como estratégia. Basicamente, a linha reta que separa você e “Ele”, é o caminho mais curto para qualquer sucesso relevante. Estar junto ao Senhor é garantia de vitória, antes mesmo do embate começar. De igual forma, a nossa derrota já está consolidada quando optamos pelo distanciamento. Na verdade, apenas cogitar esta hipótese já consiste em afastamento, e nos catapulta na direção do ostracismo eternal.  E esta constatação lança luz sobre minha imensa coleção de fracassos, e talvez (eu disse, talvez), possa explicar alguns de seus insucessos também.

Imagine que esteja disputando uma partida de cabo de guerra às escuras. Uma espessa venda nos olhos impede que o oponente seja visto. As regras que que você julga entender, te levam a acreditar que serão forças equivalentes. Possibilidades em meio a meio. E então, começa o certame... E bastam alguns segundos para a "percepção" que do "outro lado", o vigor é bem mais intenso. Mas, não se pode arregar em meio a um desafio... Mais força... O suor escorre pela face e a musculatura tesa está prestes a se romper.  Enquanto isto, a corda ainda não saiu do lugar. Mais força... A insistência se torna maior que a dor percorrendo o corpo. Mais força... Vasos sanguíneos com dilatação máxima... Mais força... Batimentos cardíacos no limite do suportável... Mais força... A saliva sendo expelida em cada tentativa de respiração... Mais força... A última gota de energia utilizada para empregar ainda mais força no empuxe, e então.... Nada.... Nem um mísero centímetro conquistado. Antes de morrer por exaustão, você decide entregar os pontos. Cai sentado ao chão, arfando desesperadamente, tentando de todas as maneiras recuperar o folego perdido.... Talvez, enxergar além da escuridão ajude no processo.... Você retira a venda, e percebe o erro quase mortal. O competidor no outro lado, nem de longe se equipara contigo... Na verdade, a  ponta oposta da corda esteve todo o tempo  presa a um elefante africano, no auge de seis toneladas bem encorpadas e quatro metros de comprimento caprichosamente distribuídos... Só então, a verdade surge como uma luz que se acende apenas em noites de blackout: -  Realmente... Não dá pra competir contra alguém tão forte assim...

Mas, este é apenas um exercício de imaginação, que em nada reflete a realidade da vida... Até porque, convenhamos, ninguém em sã coincidência se poria num desafio tão desproporcional... Pelo menos, não por vontade própria... Ou se poria?

Se você também acha um atestado de tolice a tentativa de vencer um elefante adulto numa partida de “cabo de guerra”, saiba que fazemos ainda pior. Dedicamos anos preciosos (e irrecuperáveis) de vida, tentando puxar a ponta de uma corda, em que no outro lado está ninguém menos que o próprio Deus. E ainda cultivamos a pascácia ambição de vitória, quando na verdade, nesta condição, é bem mais provável morrer exaurido de ilusões, do que mover um único milímetro do “objetivo sonhado” para a esfera da “realidade”. E não me refiro a carros, casas, empregos estáveis ou salários de seis dígitos. Falo do propósito de vida, desígnios da eternidade... Tudo o que deveríamos “ser” e aquilo que ainda “está” por vir. A história que o “Autor Supremo” escreveu, e deliberadamente optamos por ignorar. Força máxima aplicada na direção aposta da vontade de Deus. Existência estagnada, enquanto temos a falsa sensação de avançar.

Medir forças com Deus é uma parvoíce sem tamanhos. Os pensamentos do Senhor são maiores que os nossos e sua compreensão do universo é plena, enquanto nós, sequer, sabemos a quantidade de fios de cabelo que estão sobre as nossas cabeças mortais. Que julgamos compreender? Que lógica existe em confrontar tamanha sabedoria? Ir na direção oposta aos planos do Senhor, é como tentar arrastar um cargueiro abarrotado de rinocerontes sobre um campo de areia. Não há possibilidade de sucesso, a menos que você tenha algum superpoder. E este, certamente não é o caso. Reconhecer a própria (e imensa) limitação foi o segredo da vitória de Jacó.... Aprender a lição do Jaboque, pode ser o primeiro passo na conquista da nossa...

Se afastar de Deus é um erro crasso. Decisão tão inteligente quanto mergulhar em águas profundas usando nada mais de ceroula e pantufas. E quando contrariamos seus desígnios, enfrentamos forças que não podemos mensurar. Mesmo sendo inútil esta infeliz insistência, confundimos perseverança com teimosia e mantemos posição, confrontando aquilo que é inconfrontável. Na prática, nem saímos do lugar, pois Deus se mantem imóvel respeitando a decisão humana, enquanto esperneamos na direção oposta sem conseguir trazer a corda para o nosso lado. Porém, espiritualmente falando, esta decisão estapafúrdia cria um abismo de dimensões incalculáveis, nos afastando eternamente daquele que sempre nos quis por perto. Exatamente por isso, Ele continua lá, do outro lado da corda, segurando uma das pontas, enquanto espera que afrouxemos a tensão, e ao invés de empregar esforços na direção contrária, passemos a caminhar ao seu encontro. E em cada passo dado neste sentido, uma ponte vai se construindo sob os pés...

Não existe nenhum esforço da parte de Deus para nos manter afastado Dele. Pelo contrário... o Senhor tem movido céus e terra para se reaproximar do homem. Jesus veio ao mundo com este propósito. Quem insiste na distância, somos nós, mesmo que as vezes, movidos por boas intenções. Na ânsia pela conquista do sucesso, retumbamos em fracasso. No empenho em angariar riquezas, ficamos cada dia mais pobres. Na busca desesperada por felicidade, encontramos tristezas que se enraízam na alma, gerando traumas, angústias e conflitos internos, dos quais não conseguimos identificar a origem. E a resposta para todo este paradoxo é facilmente encontrada na declaração de Davi no Salmo 51:10-12...

Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável. Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu Santo Espírito. Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer.

Davi estava percebendo a distância entre ele e Deus aumentando progressivamente, e o afastamento lhe roubava a alegria de viver. Para o salmista, não existia razão numa existência longe do Senhor. Poderes, riquezas, luxúrias... Tudo não passava de prazeres efêmeros que satisfaziam o ego e a libido, mas trancafiavam o espírito numa cela fria, escura e solitária. Então, com o coração quebrantado, ele clama por Deus, confessando suas transgressões, misérias e pecados. Reconhece que está do lado oposto da corda, fazendo força na direção contrária, e implora por ajuda: - Não desista de mim, Senhor! Estou envergonhado de minhas atitudes! Purifica-me! Lava-me! Renova em mim, a alegria da tua salvação! Não se afaste de mim e nem retire da minha vida tua presença! O salmista até se expressou de forma equivocada (Deus jamais desistiria dele...), porém agiu da maneira correta. Ele parou de fazer força na direção oposta, afrouxou a corda e caminhou em direção à Deus. O Senhor não tinha o abandonado, estava apenas guardando posição, enquanto esperava uma decisão de Davi. Quem escolhe ultrapassar a linha sou eu, não Ele... Deus sempre se manterá inabalável. E acessível... Ao final do Salmo, esta é a exata conclusão alcançada por Davi: 

- Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás (Salmo 51:17).

Séculos antes, Jacó também agiu desta maneira. Ele tinha cometido diversos erros ao longo da vida, e não estava disposto a errar novamente. Pelo menos, não por omissão. Se Deus estava ao alcance das mãos, porque deixa-lo partir? O patriarca se agarrou ao Senhor, com músculos enrijecidos e coração liquefeito. E Deus não o desprezou... Ele tem prazer de estar perto daqueles a quem ama. E teu nome está nesta lista. O meu também.... Nós todos... Amados, desejados e atraídos... Mas, será que temos aceitado o convite da graça? Não raramente, os desejos e as ambições nos levam para tangentes que passam longe de Deus, roubando dos olhos a verdade absoluta. Não dá para ser “completo” quando a “essência do tudo” é trocada por quase nada. Nem mesmo uma ópera composta pelo mundo, pode suprir a ausência de uma única estrofe da canção celeste. Exatamente por isso, como bem disse a cantora paulistana Zoe Lilly, é necessário silenciar todas as outras vozes, inclusive a minha própria voz para conseguir compreender a voz de Deus. O Senhor sempre deseja o nosso melhor... Isto nunca consiste no enfaramento, e sim na entrega.... Jamais no distanciamento, sempre na aproximação... No sublime silêncio de uma voz que nunca parou de gritar...

Quando o dia começou a nascer, o homem misterioso no qual Jacó se atracara, pediu permissão para partir. Ele bem poderia simplesmente ir embora, paralisando as funções motoras de seu oponente, mas não o fez. Deus não deixa assuntos inacabados, e Jacó ainda tinha muito o que conversar. Porém, não seja imprudente e bem alegue ignorância.... Ninguém saí ileso de uma conversa como esta. O Senhor sempre nos levará a extremos, visando o aprimoramento da fé. No caso de Jacó, o teste foi um toque sútil na perna do patriarca, que deslocou a juntura de sua coxa. A dor foi intensa e um grito espontâneo ecoou pelos ares. Mesmo assim, não houve rendição.... Com o movimento dos membros inferiores limitados, os braços de Jacó redobraram o esforço. Ele segurou seu “oponente” com mais força, e como nunca na vida, se aproximou ainda mais de Deus... 

- Eu não te solto, enquanto você não me abençoar...

Que lição gloriosa! Quantas pessoas fazem uso da dor como desculpa para se afastar de Deus. Deixa de frequentar a igreja porque se magoou com o “irmão fulano” ou se decepcionou com o “pastor sicrano”. Abandonam a fé porque a “porta A” se fechou ou a “porta B” não se abriu. Se respaldam em promessas “ainda” não cumpridas para vociferar desconfiança. Lançam mão de derrotas momentâneas para justificar blasfêmias e injúrias contra aquele que nunca deixou de ser fiel em cada palavra. Deus não é injusto... Ele é onisciente. Sabe que nossa “leve e momentânea” tribulação é a matéria prima com a qual se produz a glória futura que nos está reservada. A dor é como espinhos num jardim florido... Pena que só nos foquemos neles, sem atinar para a beleza existente em toda a volta... Da mesma maneira que uma colônia de formigas segue sua rotina sem tomar consciência que um prédio está sendo erguido próximo ao formigueiro, também vivemos absortos em detalhes efêmeros, alheios as “coisas inefáveis” que estão sendo preparadas na eternidade: - Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam" (I Coríntios 2:9). Não se pode permitir que a dificuldade enfrentada no hoje, apague da memória tudo o que Deus já fez, ou abale a confiança no que Ele ainda vai fazer. Que a dor sentida no agora, seja uma cola unindo a doença e o remédio, e não uma mola distanciando quem precisa da cura e aquele que pode curar...

Em Jaboque, Jacó não ficou mais rico e nem mais poderoso. Na verdade, ele saiu da água debilitado, exaurido e mancando.... Pelo resto da vida, seu andar ficou descompassado. Detalhes... O ganho foi imensurável. Além de ouro e prata...  Superior a tronos e coroas... Ele encontrou o real propósito da sua existência, e isto, não tem preço... A benção veio resumida numa única sentença...

- Teu nome não será mais JACÓ... A partir de agora, se chamarás ISRAEL...

Jacó ganhou este nome porque nasceu segurando o calcanhar de seu irmão gêmeo. Queria ser o primeiro a qualquer custo, mesmo que fosse preciso usar de meios imorais neste intento. Já adulto, enganou seu pai e defraudou Esaú, afim de tomar para si a benção da primogenitura. O significado do nome Jacó sempre um  foicampo semântico composto de adjetivos vilipendiosos... Enganador... Usurpador... Mentiroso.... Não seria mais! Por toda a vida, ele escolheu travar batalhas que não deveria lutar. Fez “cabo de guerra” com Deus e as consequências foram sempre ruins... Não pode velar o corpo dos pais. Trabalhou anos a fio por uma esposa que lhe foi negada.... Agora, a verdade lhe tinha aberto os olhos. Não se luta com Deus à distância... É no corpo a corpo. EU. DEUS... DeuS... Eu guardado em Deus... Deus ao redor de mim... E foi neste instante que Jacó morreu... Nasceu Israel. Um novo homem. Uma descendência. Uma nação. Um Reino que nunca terá fim...

Jacó questionou o significado da troca do nome, e em resposta, ouviu a celebre frase: - Como um príncipe, você lutou com Deus e com os homens, e não foi derrotado! Que mudança! Príncipe! Guerreiro! Vencedor! Tudo porque mudou a perspectiva, afrouxou as cordas e abandonou a estratégia de medir forças contra o Senhor. Ele atingiu Deus em seu único ponto fraco... O Todo Poderoso se derrete como manteiga em chapa quente, quando diante dele está um coração quebrantado. Deus se “deixa” vencer por abraços... Se rende a um único desejo humano... O desejo de estar próximo do próprio Deus... 

Jacó tentou ir além.... Queria saber o verdadeiro nome do homem que o abençoou... Mistério que ainda não podia ser revelado.... Em objeção, recebeu a pergunta retórica: - Precisa mesmo que eu te diga quem sou?

E quanto a você? Sabe quem Ele é?

Reconhecer quem está do outro lado da corda é o primeiro passo para o triunfo. Este nunca foi um duelo de força, e sim de entrega. Obediência. Prudência. Humildade... Sabedoria para entender as limitações e mudar a estratégia do embate. Não se luta com Deus por vias de fato. A única arma que atinge o Senhor é um coração carregado de sinceridade. E Deus, em momento algum, faz questão de se esquivar do tiro... Jacó renomeou Jaboque. Agora aquele lugar se chamaria PENIEL... “Porque aqui eu vi a face de Deus e minha alma foi salva”. E quer saber.... Faça como Jacó.... Redefina tudo.... Esqueça a linha que marca o limiar da derrota.... Caminhe voluntariamente, avançando sobre ela, e descubra que na travessia, reside a vitória.  Empregue seus esforços na direção de Deus, pois Ele tem feito o mesmo por você desde as eras mais remotas. E não tenha medo de rejeição.... Aquele que muitas vezes aparenta ser o seu maior “adversário”, é na verdade, o mais fiel entre todos os aliados... Alguém que te ama incondicionalmente, e que por vezes puxa a corda com certo "entusiasmo"... Não para te ver cair... Apenas para trazer-te um pouco mais pertinho...

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